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domingo, 8 de dezembro de 2013

há gelo no meu quintal

Domingo, 10h30 da manhã. Já nem está frio, pelo menos o sol vai aquecendo o dia e a roupa pode ir secando ao ar. Está agradável cá fora e a há quem aproveite, e bem. No meio deste pequeno intervalo de Inverno alguém faz uma descoberta - gelo a boiar no cimo da banheira que temos no meio do quintal. Um espelho de gelo, transparente e quebradiço, como um lago nórdico em versão miniatura. Pois sim, o sol dos dias engana, já as noites não... anda por aí um frio de rachar.
Dei-me conta que ainda não fizemos bolo de noz com a colheita deste ano. No próximo fim-de-semana, espero!

foto da Marta. Está bonita, não está? Que jeito tem esta miúda...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

as auto-caravanas



Quando éramos miúdas costumávamos ir acampar nas férias. O meu pai tinha transformado uma antiga Toyota Hiace numa auto-caravana, que usámos durante anos a fio no Verão. No interior, o espaço era aproveitado ao máximo - mesas que se transformavam em camas, imensas gavetas e arrumos, módulos que podiam ser removidos e instalados cá fora. Existia também uma sanita química, um chuveiro de exterior que se podia pendurar nas árvores, toldo, cadeiras, geleira. Enfim, uma mini-casa móvel que ao longo do tempo ía sofrendo adaptações e up-grades para se ajustar às nossas necessidades de auto-caravanistas amadores. Lembro-me dum ano em que o meu pai fixou um estrado por cima do tejadilho da carrinha e era aí que montávamos a tenda canadiana (uma daquelas azuis e laranja dos anos 80) onde eu e a minha irmã dormíamos. Um género de uma autocaravana-duplex de dois andares... Essa Toyota (já muito velhinha) ainda foi usada nas nossas primeiras férias com as miúdas pequenas (aquela na foto é a Maria, devia ter uns 3, 4 anos), mas depois foi vendida. Mais tarde veio uma Fiat Ducato toda preparadinha de origem, com casa de banho independente e chuveiro e esquentador, e tudo e tudo! Mas desta guardo menos recordações e muito poucas histórias. Depois, durante muitos anos, as autocaravanas andaram esquecidas. Até agora! De há uns meses para cá dei por mim a pesquisar modelos, preços, comparar especificações, quantos lugares de livrete, quantas dormidas, o tipo de motor, se 1,9, 2,5 ou 2,9, o ano de matrícula, o nº de Kms, se a montagem é Hymer-Eriba ou Karmann ou Burstner. Todos os dias ao serão, mesmo antes de deitar, a mesma rotina: pesquisar as últimas novidades de auto-caravanas usadas, escolher, enviar e-mails a pedir mais fotos, colocar de lado. Tenho listas organizadas por preços e modelos, hoje acrescento mais uma, amanhã retiro outra que já não está disponível, porque foi vendida.. Às vezes penso que nunca vou chegar a ter uma, que vou continuar a passar os serões neste jogo da procura da auto-caravana perdida, neste faz-de-conta sem fim, numa espécie de catarse para expurgar os desvarios do dia.
É bem capaz de existir uma teoria qualquer da psicanálise que explique estas coisas...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

the old way

Suspeito que não vou sentir a falta do i-pad!

La dactylo du Vert Galant, Paris, 1947, Robert Doisneau

terça-feira, 9 de outubro de 2012

bolo de noz

E pronto, a apanha deste ano já está! A nogueira foi varejada, as nozes apanhadas praticamente todas já sem casca, o que nos poupou aquele trabalho horrível de as descascar. Agora, depois de lavadas, vão ficar a secar ao sol durante algumas semanas, para que fiquem comestíveis. Há quem as tenha provado e diga que já estão boas. Algumas talvez, mas vamos esperar e deixar que o tempo trate delas.
Para o bolo usámos as nozes que ainda havia do ano passado, 200 gr trituradas. E ainda 7 ovos pequenos (podem ser 6 se forem grandes), 125 gr de açúcar amarelo, 1 colher de chá de fermento em pó, 150 ml de leite e 200 gr de farinha. Primeiro batemos as claras em castelo e reservámos. Depois as gemas foram misturadas com o açúcar até obter um creme, ao qual juntámos as nozes trituradas, a farinha, o fermento e o leite, misturando bem. No fim juntámos as claras em castelo e colocámos o preparado numa forma untada e polvilhada. Foi ao forno a 180ºC até cozer (não controlámos o tempo, foi até o palito vir seco quando espetado no meio do bolo). Depois de arrefecer cobrimos com natas batidas com açúcar, e decorámos com metades de nozes e chocolate derretido.

domingo, 23 de setembro de 2012

domingo

Para o almoço, esparguete com pesto caseiro (algumas folhas de manjericão, nozes e pinhões, um pouco de queijo já seco, azeite e uma pitada de sal, tudo triturado), acompanhado de uma salada de alface e uma travessa de tomate maduro com queijo mozzarella e frutos secos. Ao jantar uma sopa de couve lombarda e pizza caseira (200 ml água, 50 g azeite, 400 g farinha, 2 colheres chá de fermento em pó e uma pitada de sal; amassar alguns minutos, formar uma bola com a massa e estender num tabuleiro; cobrir com massa de pimentão e espalhar o que houver no frigorífico - paio, milho, azeitonas, queijo; por fim, um fio de azeite e umas folhas de manjericão fresco). Maçã starking do pomar para sobremesa. Durante a tarde, duas máquinas cheias de roupa e mais alguma que ficou por lavar. E o tempo de Outono que chegou e a roupa no estendal que não vai secar... amanhã é outro dia.


Andrew Herman, 1940. Da colecção do Museum of the City of New York
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